Vale a pena misturar Ervas, Frutas, Folhas e Raízes com a Cachaça?

Já esta provado, cientificamente, que as ervas, frutas e raízes tem poderes medicinais. São utilizadas em diversos remédios da medicina tradicional  e eram conhecidas pelos antigos povos em tratamentos. Porém, não esta comprovada a sua eficácia se misturada à cachaça. Abaixo alguns exemplos:

Alecrim: tonifica o fígado, aumenta a produção de biles e combate a gota e reumatismo;

Ameixa: expectorante e laxante;

Boldo: indicado para o fígado;

Camomila: indicada para cólicas, azia, má-digestão, calmante, anti-inflamatório e antiespasmódico;

Capim: digestivo, calmante e diurético;

Catuaba: estimulante e usado no tratamento de impotência sexual;

Erva Doce: combate gases e cólicas;

Gengibre: anti-séptico, estimulante do sistema nervoso e digestivo;

Manjericão: diurético, anti-inflamatório e estimulante;

Pêssego: indicado para reumáticos e diabéticos; e

Salsa: indicado para o fígado, rim, estômago e hemorragia nasal.

mistura
A cachaça por sua vez, é preparada minuciosamente para agradar a todos os sentidos do “cachacista” e a partir da edição de novos elementos, essas características são drasticamente alteradas.
A cor, sabor, cheiro, mudam  ou seja, acabam “estragando” a sua cachaça, que ficará sem qualidade de outrora.

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A Gripe Espanhola de 1918 em São Paulo e a Pinga com Limão

Durante a epidemia de gripe espanhola de 1918 no município de São Paulo, E da impotência do saber médico em dialogar com a moléstia abriu-se a oportunidade para a utilização de práticas alternativas a chamada “medicina popular”.
As idéias e os remédios referentes às enfermidades confrontavam as premissas fundamentais da medicina oficial, essas eram veiculadas tanto por leigos quanto por pequena parte de doutores da comunidade médica. É bom ressaltar que as práticas tradicionais não deixaram de ser utilizadas devido ao avanço da bacteriologia.

gripe-espanhola
Club Atlético Paulistano em 1918: salões convertidos em enfermarias

O incremento da medicina popular durante o ano de 1918 ocorre pela inocuidade e inacessibilidade às propostas terapêuticas por parte da população. Sugestões preventivas e mais ainda as curativas foram solicitadas pela sociedade flagelada pela gripe, o desconhecimento da doença pela medicina científica fez com que, na falta de uma profilaxia determinada, vários médicos começassem a receitar medicamentos na maioria das vezes ineficazes para a população, no sentido de amenizar, aliviar o sofrimento desta.

A gripe espanhola tornou-se, dentro desse quadro uma doença incompreensível, tanto para os médicos, como para a sociedade. A população enferma reivindicava soluções para o mal que os acometia, e os aterrorizava.
Foi uma gripe tão agressiva que já não davam conta de fazer remédios. Só limão. Numa certa hora acabaram também os limões em São Paulo. Eu comia pouco, só tomava água com limão. (BOSI apud BERTOLLI FILHO: 1986, p. 159 )”

pinga com limão
“O botequim da rua do Tesouro e a Casa Pomona, no Largo da Sé, passam os dias repletos. Estranhando esse facto, procuramos saber a sua causa. Entramos no Pomona, dispostos a dar dois dedos de prosa com qualquer dos garçons. Não foi necessário. Um apreciador da branquinha, que entoava desafinadamente a “Pinga com Limão, Cura a urucubaca”, forneceu-nos indiretamente a explicação que buscávamos. Pinga com limão, si cura a urucubaca, também pode curar a influenza.3

Trechos do texto de : Leandro Carvalho Damacena Neto, Graduado em História pela Universidade Estadual de Goiás – UnUCSEH – Anápolis – GO.

 

A HISTÓRIA DA CANA-DE-AÇÚCAR E A CHEGADA NO BRASIL

ANTIGUIDADE

Foi na Nova Guiné que o homem teve o primeiro contato com a cana-de-açúcar. De lá, a planta foi para a Índia. No “Atharvaveda”, o livro dos Vedas, há um trecho curioso: “Esta planta brotou do mel; com mel a arrancamos; nasceu a doçura…..Eu te enlaço com uma grinalda de cana-de-açúcar, para que me não sejas esquiva, para que te enamores de mim, para que não me sejas infiel“. A palavra “açúcar” é derivado de “shakkar” ou açúcar em sânscrito, antiga língua da Índia.

cana

DESCOBERTA DO OCIDENTE

Desconhecida no Ocidente, a cana-de-açúcar foi observada por alguns generais de Alexandre, o Grande, em 327 a.C e mais tarde, no século XI, durante as Cruzadas. Os árabes introduziram seu cultivo no Egito no século X e pelo Mar Mediterrâneo, em Chipre, na Sicília e na Espanha. Credita-se aos egípcios o desenvolvimento do processo de clarificação do caldo da cana e um açúcar de alta qualidade para a época.

O açúcar era consumido por reis e nobres na Europa, que a adquiriam de mercadores monopolistas, que mantinham relações comerciais com o Oriente, a fonte de abastecimento do produto. Por ser fonte de energia para o organismo, os médicos forneciam açúcar em grãos para a recuperação ou alívio dos moribundos. No início do século XIV, há registros de comercialização de açúcar por quantias que hoje seriam equivalentes R$ 200,00/kg. Por isso, quantidades de açúcar eram registradas em testamento por reis e nobres.

NO RENASCIMENTO

A Europa rumava para uma nova fase histórica, o Renascimento, com a ascensão do comércio, entre outras atividades. O comércio era feito por vias marítimas, pois os senhores feudais cobravam altos tributos pelos comboios que passavam pelas suas terras ou, simplesmente, incentivavam o saque de mercadorias. Portugal, por sua posição geográfica, era passagem obrigatória para as naus carregadas de mercadorias. Isso estimulou a introdução da cana-de-açúcar na Ilha da Madeira (Portugal), que foi o laboratório para a cultura de cana e de produção de açúcar que mais tarde se expandiria com a descoberta da América.

CHEGADA AO BRASIL

escravos e cana
Cristóvão Colombo, genro de um grande produtor de açúcar na Ilha Madeira, introduziu o plantio da cana na América, em sua segunda viagem ao continente, em 1493, onde hoje é a República Dominicana. Quando os espanhóis descobriram o ouro e a prata das civilizações Azetca e Inca, no início do século XVI, o cultivo da cana e a produção de açúcar foram esquecidos.

fonte:  trecho do texto “Brasil, a doce terra”, de Fúlvio de Barros Pinheiro Machado

A Chegada da cachaça em Paraty e em Minas Gerais

(…)A busca por novas áreas para desenvolver a cultura da cana-de-açúcar foi um dos fatores que levaram a Coroa portuguesa a procurar um modelo de povoamento para o Brasil, que tinha, ao longo de toda a sua costa, as condições favoráveis para que a gramínea vicejasse: altas temperaturas, solos ricos e fartura de água. Regiões como São Vicente, Pernambuco e o Recôncavo Baiano são muito rapidamente ocupadas por engenhos e vastas plantações.

A expedição de Martim Afonso de Souza que aportou em 1531 no Brasil, como se sabe, trouxe mudas de cana e especialistas agrícolas. E, muito provavelmente, trouxe um dos primeiros alambiques do Novo Mundo, talvez um que já tivesse produzido aguardente de uva, mel ou cana nas Canárias, ponto de passagem da esquadra do fidalgo e provável origem das primeiras mudas de cana dessa primeira iniciativa organizada de produção canavieira em larga escala no Brasil.

colonização
Numa das três regiões citadas acima – mais provavelmente São Vicente, se levarmos em conta o caminho feito pela cachaça nas décadas seguintes –, o processo da destilação que os ibéricos aprenderam com os árabes produziu, pela primeira vez, a aguardente de cana no Brasil.

A cachaça firmou-se muito rapidamente no gosto popular dos “negros da terra” (índios), africanos e portugueses de estirpe popular ou degredados que formaram os primeiros núcleos de povoamento nas terras brasileiras. Era barata, sendo feita com uma pequena parcela do caldo ou da rapadura derivados da cana farta nas grandes plantações, e de relativamente fácil produção. Enquanto os fidalgos se entregavam ao vinho e à bagaceira vindos do Reino, o populacho das três raças se consolava com a cachaça enquanto o Brasil ia se formando.(…)

Paraty

foto paraty
(foto: Paraty – Centro)

Para dar conta desse consumo, as dezenas de engenhos em volta da baía de Todos os Santos e os de Pernambuco produziam a sua jeribita. Mas uma cidade se tornava sinônimo de cachaça: Paraty. Ali, os vicentinos que, segundo a hipótese mais provável, começaram a produção de cachaça em meados do século XVI nas terras do chamado Engenho dos Erasmos, fincaram no fim desse mesmo século ou no início do seguinte os primeiros alambiques que fizeram a glória da bebida, aperfeiçoando suas técnicas de produção. O porto do qual os navios partiam para a África e para o Reino e tropeiros e colonizadores se internavam na direção das Minas chegaria a ter, no século XVIII, em torno de cem fábricas de cachaça em funcionamento.

Em Paraty, negros chegavam da África e eram desembarcados e levados para a engorda no saco de Mamanguá, enquanto os navios eram carregados de cachaça – o pagamento preferido dos comerciantes da Costa da Mina e de Angola. Naquele momento, os africanos haviam se tornado também grandes consumidores de cachaça – o único destilado que conheciam –, o que muito preocupava a Coroa portuguesa.

Minas Gerais

diamantina
(foto: Diamantina )

A cachaça chegou às Minas com os tropeiros e bandeirantes, através do Caminho Velho, que já existia no fim do século XVII e ligava Paraty a Guaratinguetá e, daí, à região aurífera da Vila Rica. Também subiu o rio São Francisco, com os baianos que se internaram no sertão rosiano. Em 1715, o governador da província, Brás Baltazar da Silveira, já dá início à perseguição ao líquido brasileiro, proibindo a construção de novos alambiques, sob a alegação de que a bebida “inquieta os negros” e causa “dano irreparável ao Real Serviço e à Fazenda” – pura reserva de mercado para os vinhos e bagaceiras do Reino. A lei é tão inócua quanto as anteriores e outras que se sucederão ao longo do século para deter o avanço dos alambiques, que vão se tornando parte do equipamento básico das fazendas mineiras.

Enquanto as minas escasseavam em fins do século XVIII, os alambiques se multiplicavam para desgosto da Coroa. Durante a Inconfidência, ela será usada para brindes, por exemplo, no banquete oferecido pelo Padre Toledo em outubro de 1788 após o batizado dos filhos de Alvarenga Peixoto e Bárbara Helio-dora – considerada a primeira reunião inconfidente na Comarca do Rio das Mortes, hoje Tiradentes. (…)

fonte:
DIRLEY FERNANDES é jornalista, documentarista e editor de História Viva

 

Bebidas Falsificadas, muito cuidado pessoal!

Aconteceu em 2013 e continua acontecendo ate hoje!
Cinco grandes marcas de bebida, inclusive a famosa Havana, eram falsificadas e vendidas em várias cidades brasileiras, muitas vezes por preços mais altos do que os das originais.
A operação da polícia ficou conhecida como “Operação Aguardente”, e resultou na prisão de um homem de 50 anos, acusado de ser o maior falsificador de cachaças do estado.

policia

O acusado falsificava marcas como Havana, Canarinha, Nova Aliança, Anísio Santiago (Havana) e Indaiazinha. “São as marcas mais famosas no país, que têm preços altos”, afirma o delegado.
As cachaças eram vendidas por até, pasmem, R$1.000,00!
Nós do Espírito da Cachaça, repudiamos estas ações e adquirimos nossos produtos diretamente dos produtores, incentivando e fortalecendo o setor e Associações de Produtores de Cachaça.